Wendel Costa projeta final do Carioca A2 e destaca força do Americano na busca pelo acesso

Redação

julho 30, 2026

Em um bate-papo exclusivo com o técnico do Americano antes da final do Cariocão A2, o treinador Wendel Costa abriu o jogo e trouxe todos os detalhes sobre a preparação para a grande decisão do próximo sábado. Nesse sentido, o comandante destacou o ambiente da cidade, os bastidores com a diretoria, o reencontro especial com o adversário e a relação inestimável que construiu com seus atletas.

A Mobilização da Torcida e a Virada de Chave

Em primeiro lugar, o treinador ressaltou o ambiente de mobilização que tomou conta dos torcedores antes do duelo decisivo contra o Resende.

“A cidade está muito movimentada, os torcedores a todo momento apoiando a equipe, abordando a gente na rua e falando: ‘E aí, vamos reverter esse resultado, vamos para cima, vamos lotar o estádio?'”

Além disso, Wendel Costa explicou como a mentalidade vencedora foi construída desde o primeiro momento em que assumiu o comando do clube.

“Quando eu chego no Americano, eu encontrei no dia a dia pessoas que falavam assim: ‘vai dar certo’. E eu falava para as pessoas: ‘não, já deu certo’. Existe uma diferença entre ‘vai dar’ e ‘já deu’.”

Dessa forma, o treinador recordou o momento exato em que a equipe virou a chave dentro do campeonato, logo após um resultado adverso na fase inicial.

“Numa reunião online com a gestão do clube, os donos da SAF, Felipe Melo e Renato Valentim, nesse momento eu virei para eles e falei assim: ‘Esse time não perde mais. Se esse time perder, eu sou o primeiro a ir embora, eu largo o trabalho, esse time não perde mais’.”

Trabalho Árduo e Foco na Reversão do Placar

Por isso, o técnico reforçou que a confiança demonstrada no trabalho é fruto direto de estudos profundos e dedicação da comissão técnica.

“Às vezes as pessoas falam assim: ‘Ah, o treinador ele vai lá, dá o treino, depois do treino vai curtir shopping?’ Não. Pelo contrário, é depois do treino que a gente trabalha mais ainda e vem para casa, estuda e olha vídeo dos adversários muitas horas da noite até virando a madrugada. O resultado é fruto de muito estudo.”

Por conseguinte, a equipe demonstra forte convicção para reverter a desvantagem e alcançar a vaga na elite estadual.

“Única coisa que eu posso falar para você é que vamos fazer o resultado no jogo normal. Vamos reverter esse resultado no jogo normal, a gente está se preparando para isso. E dentro da nossa casa, diante do nosso torcedor, somos muito fortes, muito fortes mesmo.”

Gratidão ao Resende e o Reencontro com Artur

Enfrentar o Resende na final possui um significado especial para o treinador, pois foi o clube que abriu suas portas no início da carreira.

“Ah, não tenha dúvida. É um clube que me abriu as portas, cara. Sou muito grato a esse clube, muito grato às pessoas que conviveram comigo lá. Mas hoje eu sou Americano, tenho que defender o Americano. E me desculpa ao Resende, que foi o clube que me abriu as portas, mas não tem como defender as cores do Resende porque estou do lado de cá.”

Inclusive, o técnico adversário, Artur, foi comandado por Wendel Costa quando ainda iniciava sua trajetória como atleta nas categorias de base.

“Poxa, isso aí foi meu primeiro atleta, né cara? Com 17 anos, o Artur. Me deu muita dor de cabeça, mas um garoto bom, garoto de família. Fico muito feliz por tudo que ele vem construindo. Ele me questionava muito, queria saber detalhe por detalhe, queria saber o porquê da movimentação. E você receber esse questionamento de um garoto, você já vai entendendo que aquele garoto se tornaria um treinador.”

Transformando Vidas Dentro e Fora de Campo

Por outro lado, o treinador fez questão de enfatizar que o maior prêmio do futebol está em transformar vidas fora das quatro linhas.

“Só quem vive ali o dia a dia sabe o quão é difícil. E quando eles entendem aquilo que a gente está passando para eles como mensagem, como algo positivo, eles abraçam a ideia e chegam no objetivo deles. Torna-se um motivo de orgulho, não só para mim, como para todos os envolvidos.”

Do mesmo modo, o técnico recorda com afeto os atletas que seguiram outros caminhos na vida profissional.

“Eu tenho dois que trabalham numa grande empresa e eles me mandam mensagem até hoje chamando de ‘paisão’. Falam sobre o quão eu fui importante na vida deles e na vida da família. Isso para mim não tem preço, cara. É motivo de muito orgulho. Acredito que Deus nos usa como ferramenta para mudar a vida de muitos seres humanos.”

Por fim, o comandante convocou a torcida para comparecer em peso e apoiar o time do início ao fim do confronto.

“A mensagem que eu deixo para o torcedor é que ele lote o estádio e acredite do início ao final. A torcida do Americano a gente considera como 12º jogador. Para esse jogo eu peço para que eles sejam o algo a mais que precisamos para alcançar o grande objetivo do clube. É a final das nossas vidas, pode ter certeza disso.”

Assista à entrevista completa no vídeo do canal Jornal dos Sports: