Cruz-Maltino acusa Consórcio Fla-Flu de tratamento desigual, enquanto MP-RJ recomenda a liberação do estádio para o confronto
O Vasco recorreu à Justiça para tentar disputar no Maracanã a partida contra o Boca Juniors. O clube apresentou um recurso e acusa o Consórcio Fla-Flu de adotar “tratamento desigual” ao negar a utilização do estádio.
Na argumentação, o Vasco cita a preferência da Polícia Militar pelo Maracanã e contesta a justificativa relacionada à preservação do gramado. Agora, o clube também conta com uma manifestação favorável do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

MP-RJ recomenda liberação do Maracanã
O MP-RJ recomendou que o Consórcio Fla-Flu libere o Maracanã para a partida. O órgão concedeu prazo de 48 horas para que o consórcio informe se aceitará a recomendação.
Para o Ministério Público, questões relacionadas à segurança pública devem prevalecer sobre a preservação do gramado. Segundo a Polícia Militar, o Maracanã oferece uma estrutura mais adequada do que São Januário para receber o confronto.
Além disso, o MP-RJ apontou possíveis diferenças no tratamento entre os clubes. O órgão destacou que Flamengo e Fluminense já utilizaram o estádio em situações com intervalos iguais ou menores aos apresentados como justificativa para as recusas ao Vasco.
Por isso, o Ministério Público também cobra critérios públicos e iguais para todos os clubes que solicitarem a utilização do Maracanã. Caso o consórcio não cumpra a recomendação, o MP poderá adotar medidas extrajudiciais ou judiciais.

Vasco mantém jogo no Rio de Janeiro
Enquanto tenta viabilizar o Maracanã, o Vasco informou à Conmebol que manterá a partida contra o Boca Juniors no Rio de Janeiro. Antes da decisão, o clube consultou a possibilidade de levar o confronto para Brasília ou Manaus.
Apesar das consultas, o Maracanã continua como prioridade da diretoria vascaína.
São Januário aparece como plano B. No entanto, o estádio depende da aprovação da Conmebol, já que possui pouco mais de 21 mil lugares, abaixo da exigência de 30 mil para o confronto. Além disso, o Vasco precisa disponibilizar 4 mil lugares aos visitantes.
Os Bombeiros apoiaram uma ampliação da capacidade para 24 mil pessoas. Por outro lado, a Polícia Militar se posiciona contra a realização da partida em São Januário.
Nilton Santos é a terceira alternativa
Caso não consiga utilizar o Maracanã nem São Januário, o Vasco tem o Nilton Santos como plano C.
Entretanto, o clube considera o gramado sintético do estádio uma desvantagem competitiva para enfrentar o Boca Juniors. Por isso, mantém o Maracanã como principal opção enquanto aguarda os desdobramentos na Justiça e a resposta do Consórcio Fla-Flu ao Ministério Público.
