SAF pede à Justiça autorização para novo financiamento de até R$ 150 milhões. Clube afirma que o caixa atual deve acabar por volta de 20 de agosto.
O Vasco projeta um déficit de cerca de R$ 300 milhões em 2026. Além disso, a SAF afirma à Justiça que o dinheiro disponível em caixa deve acabar por volta de 20 de agosto. Por isso, o clube pediu autorização judicial para contratar um novo financiamento DIP de até R$ 150 milhões.
Nas projeções apresentadas, o Vasco prevê aproximadamente R$ 500 milhões em receitas neste ano. Por outro lado, as despesas devem chegar a quase R$ 800 milhões. Assim, a diferença entre receitas e gastos pode gerar um déficit próximo de R$ 300 milhões.
Em julho, a Justiça autorizou um empréstimo de R$ 40 milhões. Segundo o Vasco, porém, a SAF deve consumir todo esse dinheiro até aproximadamente 20 de agosto.
Além disso, o clube afirma que o caixa “não dura mais do que 7 dias”. Diante desse cenário, a SAF alerta para o risco de “colapso financeiro e operacional” caso não consiga novos recursos.

Legenda: Presidente Pedrinho, do Club de Regatas Vasco da Gama.
Foto: CRVG
Necessidade de caixa pode chegar a R$ 210 milhões até dezembro
A situação pode ficar ainda mais delicada nos próximos meses. Sem novos recursos, o Vasco calcula uma necessidade de caixa de R$ 150 milhões até o fim de outubro.
Depois disso, a demanda financeira deve continuar crescendo. Até dezembro, a projeção chega a aproximadamente R$ 210 milhões.
Segundo o clube, a falta de dinheiro pode provocar atrasos em diferentes compromissos da SAF. Entre eles estão salários, direitos de imagem, encargos trabalhistas e tributários e pagamentos a fornecedores.
Além disso, o problema pode afetar o pagamento das parcelas da Recuperação Judicial.
Por isso, a SAF considera o novo financiamento necessário para manter suas atividades. Os recursos também ajudariam o Vasco a cumprir compromissos financeiros nos próximos meses.
Vasco pede financiamento DIP de até R$ 150 milhões
A SAF pediu à Justiça autorização para contratar um novo empréstimo de até R$ 150 milhões. A Almirante Participações e Empreendimentos, do empresário Marcos Lamacchia, forneceria os recursos.
As informações da pauta apontam Lamacchia como futuro comprador da SAF do Vasco. No entanto, a operação de financiamento ainda depende de autorização judicial.
O Vasco busca o financiamento DIP em meio às dificuldades de caixa e ao processo de Recuperação Judicial. Dessa forma, a SAF pretende obter recursos para sustentar suas operações nos próximos meses.

Legenda: Empresário Marcos Faria Lamacchia, provável dono da nova SAF do Vasco da Gama.
Foto: Reprodução/LinkedIn
SAF também cita riscos para o desempenho esportivo
Além dos problemas financeiros e administrativos, o Vasco cita possíveis consequências dentro de campo.
Segundo a SAF, a falta de dinheiro pode prejudicar o desempenho esportivo. Como consequência, resultados piores também poderiam reduzir as receitas do clube.
Nesse cenário, a SAF argumenta que os problemas financeiros e esportivos podem se agravar ao mesmo tempo. O clube cita, inclusive, um possível aumento do risco de rebaixamento.
Agora, o Vasco aguarda autorização da Justiça para contratar o novo financiamento. Com os recursos, a SAF pretende reforçar o caixa diante das necessidades previstas para os próximos meses.
