Times Cariocas no Carnaval: Quando a Arquibancada Desce para a Sapucaí

Redação

fevereiro 11, 2026

O Rio de Janeiro respira festa o ano inteiro, mas fevereiro tem um sabor especial. O carioca sabe que a folia e a bola rolam juntas, por isso, trazemos hoje uma retrospectiva do gramado à Sapucaí, relembrando os gigantes que viraram samba. Afinal, quando o juiz apita o fim do jogo, a bateria começa a esquentar.

Muitos torcedores trocam a camisa oficial pela fantasia nessa época. Portanto, as escolas de samba frequentemente buscam inspiração na rica história dos nossos clubes. Além disso, essa mistura garante arquibancada cheia e muita emoção na Avenida. Vamos relembrar, então, os momentos em que o futebol pediu passagem no maior espetáculo da Terra.

Flamengo: O Centenário que Abalou a Estácio

Em 1995, o Rio parou. A Estácio de Sá assumiu a responsabilidade de levar o centenário do Flamengo para a passarela do samba. Com isso, a escola do Morro de São Carlos criou um dos sambas mais cantados da história.

A torcida rubro-negra desceu em peso para o desfile. O refrão “Cobra coral, papagaio-vintém, vestir rubro-negro não tem pra ninguém” ecoa até hoje nos estádios. Nesse sentido, aquele desfile transcendeu a competição e virou um hino popular.

Embora a escola não tenha vencido o campeonato, o impacto cultural foi imenso. A “Nação” mostrou sua força fora do Maracanã, provando que a união das duas maiores paixões cariocas é capaz de parar a cidade.

Vasco: A união das duas maiores paixões cariocas na Tijuca

Três anos depois, em 1998, a Cruz de Malta brilhou forte. A Unidos da Tijuca, sempre criativa, decidiu homenagear o centenário do Vasco da Gama. Assim, a escola do Borel contou a saga do navegador português e as glórias do clube.

O desfile, “De Gama a Vasco, a Epopeia da Tijuca”, foi marcado pela elegância. Caravelas cruzaram a Sapucaí, e a torcida vascaína compareceu orgulhosa. Dessa forma, o clube mostrou que sua história é tão rica no mar quanto nos gramados.

Ídolos do clube desfilaram com garra. Consequentemente, a apresentação reforçou os laços entre Brasil e Portugal, celebrando a união das duas maiores paixões cariocas com muito luxo e tradição.

Fluminense: A Aristocracia Sobe a Rocinha

O Tricolor das Laranjeiras também teve seu momento de glória no samba. Em 2003, a Acadêmicos da Rocinha, então no grupo de acesso, homenageou os 100 anos do Fluminense.

A escola da maior favela da América Latina abraçou o “pó de arroz” com carinho. O enredo “Nas asas da realização… Sou tricolor de coração” emocionou a todos. Por conseguinte, figuras lendárias como o Casal 20 ganharam destaque nos carros alegóricos.

Foi um encontro de contrastes belíssimos. A elegância tricolor se misturou à batida forte da bateria da Rocinha. Logo, o desfile provou que o futebol quebra barreiras sociais e une a cidade em uma só voz.

Botafogo: A união das duas maiores paixões cariocas na Estrela Solitária

A torcida alvinegra, supersticiosa e fiel, viveu algo diferente. Recentemente, o Botafogo não apenas virou enredo, mas a sua torcida consolidou uma escola própria: a Botafogo Samba Clube.

Após anos de luta nas divisões inferiores, a escola chegou à Marquês de Sapucaí. O enredo exaltou ídolos eternos como Garrincha e Nilton Santos. Sendo assim, a Estrela Solitária brilhou no asfalto com a mesma intensidade de General Severiano.

Essa iniciativa mostra a evolução das torcidas organizadas no Carnaval. O projeto cresce a cada ano. Portanto, os alvinegros agora têm um motivo duplo para celebrar em fevereiro, defendendo suas cores no samba e na bola.

O Veredito da Arquibancada

Essas histórias confirmam a força cultural do Rio. O torcedor vibra com o gol e com o recuo da bateria da mesma maneira. Então, seja qual for o seu time, o Carnaval é o momento de celebrar a nossa identidade.

O Jornal dos Sports continuará acompanhando essa festa. Afinal, onde tem esporte e tem samba, o JS está presente. Prepare sua fantasia, vista sua camisa e caia na folia com responsabilidade e alegria.