O Fluminense viu o Lanús sair na frente na briga por uma vaga na semifinal da Sul-Americana nesta última terça-feira. A equipe argentina venceu o jogo em Buenos Aires, com um gol de contra-ataque no apagar das luzes. Assim, para Renato Gaúcho, o tricolor deveria ter feito a falta e parado o lance logo na origem.
O gol de Marcelino Moreno saiu aos 44 minutos do segundo tempo, depois de um escanteio a favor do Fluminense. Naquele momento, o tricolor estava com Cano e Lucho Acosta em campo e buscava o gol da vitória.
“Você viu um jogo diferente do meu. Porque no momento que eu tiro o Martinelli e coloco o Facundo (Bernal), praticamente eu troquei um volante pelo outro. Porque eu senti que duas vezes no ataque do Lanús, o Martinelli não voltou, pensei que ele tivesse cansado, e depois ele e até falou que não estava. Coloquei o Facundo no lugar dele”, disse Renato na coletiva depois da partida.
“É uma parte de 180 minutos. Nós jogamos os primeiros 90 minutos aqui na casa deles. Agora nós temos 90 minutos no Maracanã, em frente à nossa torcida. Assim, não tem jogo fácil. O que a gente não pode é se descuidar. Agora, por conta das substituições, pode ter certeza que foi um volante pelo outro. E, no final, ainda achando que eu poderia ganhar o jogo, ainda coloquei o time para frente“, completou.
Renato fala sobre escolhas na escalação
O técnico também foi perguntado sobre a ausência de Lezcano e Lavega na partida. Os dois jogadores não foram relacionados para o confronto desta terça.
“O problema é que a cada três dias a gente tem uma decisão, que a gente tem 10 dias para poder ganhar dois jogos, toda hora é uma decisão. Então no momento estou dando mais atenção para os jogadores que têm o ritmo de jogo. No momento que eu cheguei eu falei para vocês, tanto o Lavega quanto o Lezcano, a gente precisava corrigir eles, lapidar eles em certos momentos. E na hora certa as oportunidades iriam aparecer. Infelizmente para eles agora é botar nessa pegada que a gente está a cada três dias, jogos pegados, tanto na Copa do Brasil como foi, no Campeonato Brasileiro, e mesmo na Sul-americana. Sem o ritmo de jogo, daqui a pouco vocês vão criticar demais os jogadores“, explicou o treinador.
“Hoje, por exemplo, o Keno ficou fora do banco, o Santi que você citou ali, que nem viajou, eu estou tendo o maior cuidado com ele justamente por isso, para que eu não coloque em campo todos os jogos e daqui a pouco as pessoas comecem a criticar ele“, completou ele.
“Nós estamos lapidando o Santi, é um jogador que precisa de tempo, precisa conhecer melhor o futebol brasileiro, precisa conhecer melhor os companheiros dele. Porque, daqui a pouco, ele vai começar a cair na desgraça de algum jornalista, você pode ter certeza. E aí vou dizer que não foi uma boa contratação como de repente acontece. E vocês viram que o Arias, os primeiros seis meses principalmente, ele sofreu. OSanti é colombiano também, ele vai sofrer, então por isso que a gente está tendo o maior cuidado, justamente para que daqui a pouco as pessoas acharem que não foi uma boa contratação“, concluiu.

