Reforma do Estádio das Laranjeiras será debatida em audiência pública na terça-feira

Redação

novembro 6, 2026

Reforma de estádio do Fluminense, através de OUC, será tema de audiência na próxima terça-feira (10/11)

A Câmara Municipal do Rio marcou para a próxima terça-feira (10/11) uma audiência pública conjunta para discutir o Projeto de Lei Complementar 87/2025, que “institui a Operação Urbana Consorciada do Estádio das Laranjeiras Manoel Schwartz, estabelece diretrizes urbanísticas para a área de abrangência delimitada na operação, permite a transferência do direito de construir, instituiu conselho consultivo e dá outras providências”.

O evento, aberto ao público, começa às 10h e acontecerá no próprio estádio do Fluminense, na Rua Álvaro Chaves, 41, bairro Laranjeiras. O edital de convocação foi publicado no Diário Oficial da Câmara Municipal, no último dia 4, pelo presidente do Legislativo municipal, vereador Carlo Caiado (PSD), um dos autores do projeto em conjunto com os vereadores Felipe Boró, Flavio Valle, Flavio Pato e Luiz Ramos Filho- todos do PSD.

“A audiência pública é uma chance valiosa para que cidadãos e setores da sociedade civil envolvidos nos projetos sejam ouvidos. Todas as propostas de maior impacto para a nossa cidade preveem a realização de audiências públicas, porque essa transparência é essencial para a legitimidade do processo. No caso desse projeto de modernização da sede e do Centro de Treinamento do Fluminense, a ideia é justamente essa: ouvir as partes envolvidas para que todos saiam ganhando”, afirma o presidente da Câmara do Rio, Carlo Caiado (PSD).

De forma resumida, o projeto cria uma forma, através do mecanismo de Operação Urbana Consorciada (OUC), de o Fluminense reformar seu estádio e Centro de Treinamento (CT) com dinheiro privado – e exige que parte desse esforço retorne como melhorias para o bairro de Laranjeiras e para a cidade do Rio de Janeiro, beneficiando não somente os tricolores, mas também os cariocas.

A audiência será comandada pelos vereadores Felipe Boró, presidente da Comissão de Esportes (CEL) da Câmara, e Pedro Duarte (PSD), na condição de presidente da Comissão de Assuntos Urbanos (CAU). A audiência permite que pessoas interessadas se inscrevam para falar ao microfone, fazendo perguntas, críticas ou propondo sugestões ao projeto original, que ainda terá que ser apreciado no plenário da Casa.

Farão parte da mesa da audiência representantes da Câmara do Rio, do Fluminense, da Prefeitura do Rio e do Governo do Estado do Rio. Da Câmara, os nomes são: vereadores Pedro Duarte, presidente da CAU; Felipe Boró, presidente da CEL; Zico, vice-presidente da CAU e CEL; e Carlo Caiado, presidente da Câmara do Rio. Os coautores do projeto também devem estar presentes na plateia.

Entre os representantes do Fluminense, foram convidados o presidente do clube, Matheus Montenegro; o vice-presidente geral do clube, Ricardo Tenório; e o arquiteto responsável pelo projeto, Anderson Freitas (Apiacás Arquitetura).

Da parte do Executivo, estarão: Laura Di Blasi, presidente do IRPH; Ana Cristina Carvalho da Silva, presidente do INEPAC; Bruno Assumpção Ramos (Secretaria Municipal de Esportes); Marize da Silva Queiroz Ribeiro (CET-Rio); Gustavo Di Sabato Guerrante (SMDU); e Osmar Carneiro Guimarães de lima (CCPAR).

De acordo com uma avaliação técnica que está sendo preparada pela equipe de Pedro Duarte, há um total de 103 mil m2 de construção que o clube poderá transferir para outras regiões. Trata-se do potencial construtivo do estádio que não pode ser utilizado ali por causa, entre outras coisas, do tombamento. Então, o Fluminense pode vender o direito de construir para ser usado em outras partes da cidade. As principais regiões receptoras serão a Zona Norte (faixas de 800 metros ao redor de corredores de transporte) e a Zona Sudoeste (Baixada de Jacarepaguá, Barra e Recreio).

“O Estádio das Laranjeiras é centenário, tombado e faz parte da história do futebol brasileiro. Encontrar um jeito de conservá-lo sem dinheiro público merece um debate sério, e uma operação urbana, quando bem desenhada, é planejamento da cidade: junta preservação, obra bem-feita e retorno para quem mora em volta. Por isso, é importante que os impactos sejam percebidos também na calçada, com mais árvores, ciclovia e a Praça Duque Costa renovada; e que valores, cronograma e prestação de contas sejam públicos e fáceis de acompanhar”, diz Pedro Duarte.