Quem manda na CBF? A eleição de Samir Xaud reacende o debate sobre o poder das federações

Redação

julho 28, 2026

A eleição de Samir Xaud para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reacendeu uma discussão antiga. Afinal, quem realmente comanda o futebol brasileiro? Embora o médico roraimense tenha assumido o cargo em maio de 2025, muitos especialistas afirmam que o verdadeiro poder continua concentrado nas 27 federações estaduais.

Quem manda na CBF?

Samir Xaud chegou ao comando da entidade após o afastamento de Ednaldo Rodrigues. Antes disso, o dirigente ocupava a vice-presidência da Federação Roraimense de Futebol. A entidade é presidida por seu pai, Zeca Xaud, há mais de quatro décadas.

Além disso, Xaud construiu sua carreira fora do futebol profissional. Médico infectologista, empresário do ramo fitness e ex-goleiro, ele venceu uma eleição sem concorrentes. O apoio das federações estaduais garantiu sua chegada ao cargo.

Quem manda na CBF? A resposta continua passando pelas federações estaduais.

Esse modelo de eleição já recebeu críticas de diversos nomes do futebol. Ronaldo Fenômeno, por exemplo, desistiu de disputar a presidência da CBF. Segundo ele, o estatuto impede mudanças porque concentra o poder nas federações.

Quem manda na CBF?

Nos últimos anos, vários presidentes passaram pela entidade. Entretanto, a estrutura política praticamente permaneceu a mesma. Por isso, muitos entendem que trocar o presidente não significa transformar a forma de gestão.

Enquanto isso, Samir Xaud assumiu desafios importantes. O dirigente herdou o acordo que levou Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira. Além disso, passou a lidar com denúncias envolvendo supostos gastos pessoais durante a Copa do Mundo de 2026. A CBF negou todas as acusações.

Quem manda na CBF? A resposta continua passando pelas federações estaduais.

Independentemente das investigações, o principal debate permanece. O sistema eleitoral continua dando às federações o papel decisivo na escolha do presidente. Dessa forma, qualquer mudança estrutural dependerá de uma reforma no estatuto da entidade.