Proposta de John Textor para recomprar o Botafogo enfrenta resistência e segue sem avanço

Redação

maio 20, 2026

A proposta de John Textor para recomprar o Botafogo não apresentou as garantias exigidas pelo clube social nem pela Eagle Football, empresa que controla 90% das ações da SAF alvinegra. Assim, o cenário segue indefinido e aumenta a tensão nos bastidores do futebol carioca.

O plano apresentado gira em torno de 95 milhões de dólares, valor que corresponde a cerca de R$ 480 milhões. Entretanto, a composição financeira da oferta gerou desconfiança dentro do clube. Parte dos recursos viria de financiamentos externos e de um fundo de contingência, modelo que não agradou aos dirigentes envolvidos na negociação.

Além disso, a ausência de um acordo prévio com o acionista majoritário foi determinante para esfriar qualquer possibilidade de avanço imediato. Por esse motivo, integrantes da Eagle e membros do clube associativo entendem que a proposta não oferece segurança suficiente para concluir a operação.

BOTAFOGO x Racing ARG pela Conmebol Sulamericana no Estadio Nilton Santos, 06 de Maio de 2026, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/Botafogo. Imagem protegida pela Lei do Direito Autoral Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. Sendo proibido qualquer uso comercial, remunerado e manipulacao/alteracao da obra.

A novela segue sem avanços

A novela segue sem avanços. Nos bastidores, dirigentes avaliam que o modelo apresentado por Textor carece de garantias práticas e jurídicas para proteger o patrimônio da SAF.

Enquanto isso, o clube associativo mantém conversas paralelas com outros grupos interessados em adquirir participação no futebol do Botafogo. Dessa forma, o cenário permanece aberto e pode ganhar novos capítulos nas próximas semanas.

Ainda que Textor siga demonstrando interesse em retomar o controle completo da operação, pessoas ligadas ao processo acreditam que novas condições precisarão ser apresentadas para que exista qualquer possibilidade de retomada das negociações.

Por outro lado, setores influentes dentro do clube defendem alternativas diferentes. Há uma percepção interna de que o Botafogo precisa buscar investidores com maior capacidade de oferecer garantias imediatas e estabilidade financeira de longo prazo.

Textor que o Botafogo de volta

A novela segue sem avanços. Mesmo com a repercussão do tema entre torcedores e conselheiros, o entendimento atual é de que a proposta não atende às exigências mínimas estabelecidas pela Eagle Football e pelo clube social.

Consequentemente, outras ofertas passaram a ganhar força nos bastidores. O movimento reforça que existe uma divisão política importante dentro do Botafogo sobre o futuro da SAF e sobre qual perfil de investidor deve assumir protagonismo no projeto esportivo.

Além disso, a demora por uma definição aumenta a pressão interna e alimenta incertezas sobre os próximos passos da gestão alvinegra. Ainda assim, integrantes envolvidos na negociação não descartam novas rodadas de conversa caso Textor apresente garantias mais sólidas e alinhadas com as exigências estabelecidas pelos atuais responsáveis da SAF.