João Paulo Magalhães Lins, presidente do associativo do Botafogo, explicou nesta última terça-feira em entrevista ao GE, o motivo de ter entrado com uma ação na Justiça contra a Eagle, na qual cobra R$ 155 milhões.
Assim, o mandatário do alvinegro explicou que a ação é de cunho financeiro e parte do princípio de conseguir aliviar os cofres do clube.
“Meu objetivo é proteger o Botafogo. Hoje o Botafogo está vivo por causa da equipe que comanda a SAF sob o comando do Thairo (Arruda, CEO). O Botafogo consegue com muito esforço honrar seus compromissos”, afirmou João Paulo.
“Os investidores estrangeiros entraram em briga e não estão aportando dinheiro no Botafogo. Vai chegar uma hora em que o Thairo não vai conseguir continuar fazer milagres e vamos precisar dos investidores para que os compromissos feitos por ordem deles sejam cumpridos”, completou.
Problemas com o Lyon
Vale lembrar que há uma polêmica envolvendo Botafogo e Lyon. Os dois clubes participaram de diversas transferências enquanto estiveram na Eagle dentro do modelo de “caixa único” de Textor.
Assim, Textor utilizou recursos do Botafogo para ajudar financeiramente o Lyon, que correu risco de rebaixamento na última temporada. Na visão do dono da SAF alvinegra, o clube alvinegro deve mais de R$ 850 milhões ao clube francês.
“Quero paz! Adoramos o Textor e somos todos muito gratos a ele. Mas o Botafogo não pode ser prejudicado Eu acho que o Textor também é vitima. Porque ele deu o dinheiro do Botafogo para salvar o Lyon, e agora o Lyon não devolve o dinheiro para o Botafogo. Se não fosse o Botafogo, o Lyon não iria existir”,finalizou.

