Nesta quinta-feira (18), policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) realizou a “Operação Pax Stadium”. Desse modo, os alvos são integrantes de torcidas organizadas envolvidos na prática de crimes.
Segundo nota da ASCOM, os agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra 39 alvos, em diversos endereços, incluindo as sedes das principais torcidas do Rio.
Duas pessoa detida e armas encontradas
Assim, até o momento, dois homens tiveram prisão em flagrante: um por entrar em confronto com os agentes e outro por posse ilegal de arma de fogo. Além disso, dois fuzis foram apreendidos durante as diligências.
Desse modo, em entrevista ao G1, o delegado Álvaro Gomez, titular da Draco, disse que a investigação começou em maio: “Identificamos que criminosos estão se utilizando da estrutura das torcidas”, disse. “Tivemos casos de fechamento de linha de trem, pessoas que subiram no teto de um ônibus, agressões gratuitas, roubos e homicídios”, enumerou.
Sedes que foram alvos da polícia
Os agentes saíram para cumprir mandados de busca e apreensão contra 39 alvos, em diversos endereços. A Justiça determinou a busca e apreensão de computadores e telefones celulares de integrantes das torcidas:
- Força Jovem do Vasco (São Cristóvão)
- Fúria Jovem Botafogo (Abolição)
- Ira Jovem do Vasco (São Cristóvão)
- Mancha Negra do Vasco (São Cristóvão)
- Raça Rubro Negra (Pilares)
- Torcida Jovem Botafogo (Engenho de Dentro)
- Torcida Jovem Fla (São Cristóvão)
- Young Flu (Méier)
“Pessoas que nem eram integrantes de torcidas eram abordadas na rua, no entorno dos estádios, e agredidas e roubadas”, disse Gomez.
“Torcidas organizadas têm autorização legal para existir, e em sua imensa maioria são de pessoas que querem apoiar seu time de forma organizada”, pontuou.

