O Vasco oficializou neste domingo (8) a rescisão contratual de Dimitri Payet, encerrando de forma definitiva a curta e conturbada passagem do francês por São Januário. O clube carioca protocolou os documentos junto à CBF, colocando ponto final no vínculo com o camisa 10. A informação foi divulgada pelo jornalista Venê Casagrande e rapidamente repercutiu entre os torcedores cruz-maltinos.
Contratado com grande expectativa em 2023, Payet chegou ao futebol brasileiro cercado de prestígio. Ídolo do Olympique de Marseille, com passagens por West Ham, Lille e seleção francesa, o meia desembarcou no Rio de Janeiro como uma das maiores contratações da era SAF no Vasco. O projeto era ambicioso: fazer do francês o cérebro técnico da equipe em campo, trazendo experiência internacional para um grupo em reconstrução.
No entanto, a realidade foi bem diferente da promessa inicial.
Um ciclo de altos custos com Payet e poucos resultados
A princípio, durante sua trajetória de pouco menos de um ano, Payet somou 75 jogos, 7 gols e 10 assistências com a camisa vascaína. Números modestos para um jogador que ocupava o topo da folha salarial do clube. Apesar de momentos pontuais de brilho — com destaque para a assistência mágica no clássico contra o Fluminense e um golaço de falta contra o Fortaleza — o desempenho do francês oscilou mais do que encantou.
Problemas físicos, dificuldade de adaptação ao futebol brasileiro e um ritmo de jogo abaixo do exigido comprometeram a sequência de Payet. Lesões constantes e limitações na recomposição defensiva também o afastaram dos planos de Ramón Díaz e, posteriormente, da nova comissão técnica.
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Internamente, a diretoria já considerava há semanas a possibilidade de rescindir o contrato. O custo-benefício era insustentável. Payet recebia um dos maiores salários do elenco, mas atuava cada vez menos e sem impacto decisivo. Portanto, a falta de minutos e o alto investimento financeiro tornaram inevitável a decisão.
Saída consensual e impacto no planejamento
Segundo apuração da imprensa, a decisão foi tomada em comum acordo. O jogador, ciente da falta de espaço e da mudança de rota no projeto esportivo do Vasco, também se mostrou disposto a encerrar o vínculo. Sem atritos, clube e atleta selaram o fim da parceria de maneira pacífica.
Para o Vasco, a saída de Payet representa mais do que o encerramento de um ciclo. Significa alívio na folha salarial e margem para buscar reforços na próxima janela. Com a economia gerada, o clube pode investir em atletas com perfil mais compatível com a intensidade do futebol brasileiro.

