A contratação de Carlo Ancelotti abriu um debate que vai além do currículo do treinador italiano. Afinal, por que o país que revelou alguns dos maiores técnicos da história precisou buscar um comandante no exterior?

Pátria sem mestre
Portugal escolheu Jorge Jesus. A Alemanha apostou em Jürgen Klopp. A França sonha com Zinedine Zidane. A Espanha segue com Luis de la Fuente.
Enquanto isso, o Brasil entregou sua seleção a Carlo Ancelotti. O italiano possui um currículo vitorioso. Ainda assim, sua chegada desperta reflexões sobre o momento vivido pelo futebol brasileiro.
A pátria sem mestre revela uma crise de identidade no futebol brasileiro.
Durante décadas, o Brasil exportou talentos. Além disso, influenciou gerações de treinadores pelo mundo. Hoje, porém, o cenário mudou. O país procura fora uma solução que antes encontrava dentro de casa.

Busca desesperada por Carlo Ancelotti
Carlo Ancelotti reúne experiência, títulos e respeito internacional. Entretanto, o maior desafio será compreender a identidade do futebol brasileiro.
Além disso, muitos torcedores questionam a ausência de técnicos nacionais entre os candidatos ao cargo. Filipe Luís ainda inicia sua carreira. Fernando Diniz teve pouco tempo para desenvolver seu trabalho.
A pátria sem mestre revela uma crise de identidade no futebol brasileiro.
No fim, a discussão talvez não envolva apenas o treinador italiano. O verdadeiro debate passa pela capacidade do Brasil de voltar a formar grandes técnicos e recuperar sua própria escola de futebol.
