Pacheco e o pachequismo: como um torcedor virou símbolo da paixão pela Seleção Brasileira

Redação

junho 30, 2026

O Pacheco e o pachequismo marcaram para sempre a história do futebol brasileiro. Muito antes das redes sociais, um personagem criado para uma campanha publicitária conquistou o país e passou a representar o entusiasmo de milhões de torcedores durante a Copa do Mundo de 1982. Assim, Natan Pacanowski transformou um comercial em um dos maiores ícones da cultura esportiva nacional.

Durante aquele Mundial, a Seleção Brasileira encantava o planeta com um futebol ofensivo e técnico. Ao mesmo tempo, o personagem Pacheco aparecia nas campanhas da Gillette demonstrando confiança absoluta na conquista do título. Dessa maneira, a figura do torcedor ultrapassou a publicidade e entrou definitivamente para a memória dos brasileiros.

O Pacheco virou um símbolo da torcida brasileira

Natan Pacanowski era funcionário da Gillette quando recebeu a missão de interpretar o personagem. Entretanto, o sucesso foi muito maior do que qualquer expectativa inicial. Rapidamente, sua imagem passou a ser associada à paixão pela Seleção Brasileira e ao otimismo que dominava o país antes e durante a Copa de 1982.

Além disso, o personagem conquistou crianças, adultos e idosos. As expressões, o uniforme com a camisa 12 e o jeito irreverente fizeram de Pacheco um rosto inesquecível daquela geração. Por isso, mesmo após a eliminação da Seleção diante da Itália, o personagem continuou vivo no imaginário popular.

Com o passar dos anos, nasceu até mesmo a expressão “pachequismo”. O termo passou a definir o excesso de confiança ou o otimismo exagerado do torcedor brasileiro antes das grandes competições. Consequentemente, a palavra entrou para o vocabulário esportivo e ainda aparece em debates sobre futebol.

O Pacheco virou um símbolo da torcida brasileira

Décadas depois, Natan Pacanowski voltou aos holofotes ao conceder entrevistas relembrando aquela época. Mesmo enfrentando graves problemas de saúde e realizando sessões de hemodiálise três vezes por semana, ele demonstrou enorme emoção ao falar sobre a Copa de 1982 e sobre o carinho que continua recebendo dos torcedores.

Além de recordar o sucesso da campanha publicitária, Natan revelou histórias curiosas dos bastidores da Seleção Brasileira. Entre elas, contou que levava cigarros escondidos para alguns jogadores, já que Telê Santana havia proibido o hábito durante a preparação para os jogos. O relato mostrou um lado pouco conhecido daquela geração histórica.

Enquanto isso, o legado de Pacheco permanece intacto. Afinal, poucas campanhas publicitárias conseguiram atravessar tantas décadas e influenciar a cultura popular brasileira. O personagem deixou de ser apenas um garoto-propaganda e passou a representar uma maneira de torcer.

Hoje, mais de quarenta anos depois da inesquecível Copa de 1982, o nome Pacheco continua sendo lembrado sempre que o assunto é confiança absoluta na Seleção Brasileira. Dessa forma, a história de Natan Pacanowski permanece viva entre diferentes gerações. O personagem se tornou um patrimônio afetivo do futebol nacional e um dos maiores símbolos da paixão do brasileiro pelo esporte.