Onde o Cor-de-Rosa encontra a sua gente

Redação

agosto 13, 2026

Onde o Cor-de-Rosa encontra a sua gente

Ontem, o Jornal dos Sports teve a honra de voltar a um daqueles lugares onde o futebol ainda conserva algo que nenhuma estatística consegue medir.

Estivemos no Estádio Aniceto Moscoso, em Conselheiro Galvão, para a distribuição do nosso matchday e para a cobertura de Madureira e Portuguesa, pelas quartas de final da Copa Rio.

Havia um jogo em campo. Havia classificação em disputa. Havia vencedores e vencidos.

Mas, para o Jornal dos Sports, naquele momento, o resultado pouco importava.

Porque a nossa maior vitória aconteceu do lado de fora das quatro linhas.

Ela estava nas mãos que receberam o nosso jornal. Nos olhos de quem reconheceu o Cor-de-Rosa. Nas conversas, nos sorrisos, nas lembranças despertadas e no carinho de uma população que nos mostrou que algumas histórias não envelhecem — criam raízes.

Em uma época na qual quase tudo parece precisar caber em números, métricas, engajamentos e entregas muitas vezes artificiais, Madureira nos fez recordar uma verdade muito mais antiga: valor não é a mesma coisa que alcance.

Alcance se mede.

Carinho, não.

E o que encontramos pelas ruas de Madureira foi justamente aquilo que nenhuma plataforma consegue traduzir por inteiro.

Encontramos memória.

Encontramos afeto.

Encontramos pertencimento.

Encontramos pessoas que olham para o Jornal dos Sports e não enxergam apenas uma marca. Enxergam uma parte de suas próprias histórias.

Aos 95 anos, o velho Cor-de-Rosa continua caminhando pelas mesmas ruas que ajudaram a escrever a história esportiva e popular do Rio de Janeiro. Uma marca que atravessou gerações e que carrega consigo um patrimônio material e cultural construído junto ao povo carioca.

E talvez seja justamente aí que esteja o seu maior valor.

Não apenas naquilo que foi publicado ao longo de quase um século, mas naquilo que ficou guardado na memória de quem leu, de quem colecionou, de quem ouviu histórias contadas pelos pais e avós e de quem ainda hoje reconhece, com carinho, o nome Jornal dos Sports.

Madureira nos recebeu de braços abertos

Foi especial caminhar pela Rua Conselheiro Galvão, onde está o Aniceto Moscoso. Foi especial passar pelo Mercadão de Madureira, estar diante da quadra da Imperatriz Serrano e sentir a energia de um bairro que é uma das expressões mais bonitas da identidade suburbana do Rio.

Madureira tem futebol, samba, comércio, movimento, memória e gente.

Muita gente.

E foi essa gente que nos recebeu.

A cada exemplar entregue, a cada conversa e a cada demonstração de carinho, tivemos a confirmação de que existem coisas que não podem ser compradas.

Isso não tem preço. Isso tem valor.

Por isso, o Jornal dos Sports agradece profundamente a todos que cruzaram o nosso caminho e receberam o Cor-de-Rosa com tanto afeto.

Ontem fomos ao Aniceto Moscoso para cobrir um jogo.

Voltamos de Madureira levando algo muito maior.

A certeza de que, depois de 95 anos, o Cor-de-Rosa continua pertencendo ao Rio — porque continua pertencendo à sua gente.

E essa história está longe de terminar.

Fiquem ligados.

Estamos preparando coberturas ainda mais especiais.