O Brasil continua buscando o hexacampeonato mundial. Entretanto, a principal dúvida não está apenas dentro de campo. A Seleção também procura uma identidade capaz de recolocar o país entre as maiores potências do futebol.

O Brasil está órfão
Vinícius Júnior, Rodrygo, Endrick, Estêvão e Bruno Guimarães representam uma geração talentosa. Mesmo assim, ainda carregam comparações constantes com Pelé, Romário, Ronaldo e Ronaldinho.
Além disso, parte da torcida acredita que Neymar ainda pode disputar a Copa de 2030. Essa esperança mostra o tamanho da carência por uma nova referência técnica.
O Brasil está órfão de um projeto sólido para a Seleção.
O problema, porém, vai além dos jogadores. A formação brasileira perdeu continuidade. Cada clube trabalha de uma maneira diferente. Como consequência, a Seleção reúne atletas acostumados a ideias distintas.

O Brasil está órfão
A Espanha desenvolveu uma identidade desde as categorias de base. Por isso, seus jogadores chegam ao time principal entendendo o mesmo modelo de jogo.
Enquanto isso, o Brasil ainda procura uma filosofia clara. A falta de continuidade dificulta o desenvolvimento coletivo e aumenta a dependência de talentos individuais.
O Brasil está órfão de um projeto sólido para a Seleção.
O hexa não dependerá apenas do surgimento de um novo craque. Antes disso, o futebol brasileiro precisará recuperar sua identidade. Somente assim a Seleção voltará a competir em igualdade com as principais potências do mundo.
