Os novos controladores do Lyon estão em guerra contra John Textor. Desse modo, não há mais relação entre o clube francês e o Botafogo, mesmo ambos ainda pertencendo à Eagle Football, rede multiclubes criada pelo empresário.
Acionistas tentam tirar Textor do Botafogo
Segundo o GE, nesta quinta-feira (17), houve um movimento do Lyon para tentar tirar Textor do comando de todos os clubes da holding, incluindo o Botafogo e o Molenbeek. No entanto, o empresário conseguiu reverter a situação. Assim, por hora, não há risco de ele deixar o comando do alvinegro.
Textor anunciou sua renúncia à presidência do Lyon no fim de junho. Desde então, o clube passou a ser presidido pela bilionária sul-coreana Michele Kang, que também é acionista da Eagle.
Após assumir a posição, Kang e outros acionistas se irritaram com o que consideraram um quadro de descontrole financeiro e decidiram que não era suficiente a simples saída de Textor do dia a dia do clube francês.
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Tentativa de assumir a rede multiclubes
Além disso, os acionistas da Eagle destacam que o fundo de investimentos ainda não teve seu empréstimo de três anos atrás pago por John Textor. Assim, a situação caminhou para uma ruptura, com o desejo de não haver mais nenhuma relação com o americano.
Desse modo, os atuais controladores do Lyon tentaram assumir o controle de toda a rede de clubes. No entanto, no Brasil, o movimento barrou no clube associativo.
Isso porque, qualquer mudança na SAF alvinegra precisa ser autorizada pelo sócio-minoritário – o Botafogo social. Assim, o presidente João Paulo Magalhães Lins e outros conselheiros se posicionaram a favor do americano, enviando uma carta de apoio assinada pelos diretores da SAF.
“John Textor pertence ao Botafogo. É até um trocadilho. O Botafogo já teve vários presidentes, grandes dirigentes. Mas é o contrário: tô dizendo que ele pertence ao Botafogo. Se transformou em algo a mais. Por isso digo que qualquer coisa que encoste nele, encosta na gente” disse João Paulo Magalhães Lins ao ge, acrescentando:
“Vamos sempre protegê-lo. Houve vários acontecimentos em que a gente pôde demonstrar nossa amizade e lealdade à figura do John Textor, acima de tudo. Não permitimos que nada de ruim acontecesse a ele, pessoa física. É nosso, pertence ao Botafogo“.

