Naturalização ganha importância com redução de estrangeiros no futebol brasileiro

Redação

setembro 23, 2026

Arrascaeta já iniciou processo, enquanto Gustavo Gómez, Cano, Varela, Pulgar e outros jogadores cumprem requisitos de residência no país

A naturalização de jogadores estrangeiros pode ganhar importância no futebol brasileiro após a CBF aprovar a redução gradual do limite de atletas de fora do país. Com menos vagas disponíveis nos próximos anos, jogadores que atuam há longo período no Brasil podem buscar a cidadania brasileira e, dessa forma, deixar de ocupar uma das vagas destinadas aos estrangeiros.

Entre os atletas que já cumprem requisitos de residência estão Gustavo Gómez, Piquerez e Flaco López, do Palmeiras; Villasanti, do Grêmio; Germán Cano e Soteldo, do Fluminense; Calleri, do São Paulo; Gabriel Mercado, do Internacional; Cuello, do Atlético-MG; além de Varela e Pulgar, do Flamengo.

Arrascaeta também aparece neste cenário. O uruguaio atua no futebol brasileiro desde 2015 e iniciou, em 2023, o processo para obter a cidadania brasileira.

Legenda: Varela, jogador do Flamengo.
Foto: CRF

Quais são as regras para naturalização?

Pela legislação brasileira, quem solicita a naturalização ordinária precisa, em regra, comprovar pelo menos quatro anos de residência contínua no Brasil. Além disso, o interessado deve cumprir outros requisitos previstos na legislação.

Entretanto, esse período pode diminuir em determinadas situações. Para cidadãos de países de língua portuguesa, por exemplo, o prazo pode cair para um ano de residência no Brasil.

Por isso, o tempo de permanência no país já coloca diversos jogadores que atuam no futebol nacional em condições de buscar a naturalização. Ainda assim, cada atleta precisa atender às demais exigências do processo.

Legenda: Jogadores do Flamengo
Foto: CRF

Arrascaeta iniciou processo em 2023

Um dos principais casos é o de Arrascaeta. O meia uruguaio chegou ao futebol brasileiro em 2015 e iniciou, oito anos depois, o processo para conseguir a cidadania brasileira.

Além dele, Varela e Pulgar também já possuem tempo de residência suficiente no Brasil.

A naturalização pode ter impacto direto na montagem dos elencos. Afinal, quando um jogador obtém a cidadania brasileira, ele deixa de ocupar uma das vagas reservadas aos estrangeiros nas competições nacionais.

Legenda: Germán Cano, jogador do Fluminense.

Foto: FFC

Gustavo Gómez, Cano e outros nomes cumprem requisito de residência

Além dos jogadores do Flamengo, outros atletas conhecidos do futebol brasileiro já atingiram o período de residência necessário.

Gustavo Gómez, Piquerez e Flaco López, do Palmeiras, estão nessa situação. Da mesma forma, Villasanti, do Grêmio; Germán Cano e Soteldo, do Fluminense; Calleri, do São Paulo; Gabriel Mercado, do Internacional; e Cuello, do Atlético-MG também cumprem o requisito de residência.

No entanto, cumprir o período mínimo no país não garante automaticamente a cidadania brasileira. O jogador ainda precisa seguir o processo previsto na legislação e atender às demais exigências.

Kannemann já não ocupa vaga de estrangeiro

Kannemann é um exemplo recente de como a naturalização pode influenciar a composição de um elenco. O zagueiro do Grêmio obteve a cidadania brasileira em 2026 e, desde então, não ocupa mais uma vaga de estrangeiro no clube.

Assim, o tema tende a ganhar ainda mais espaço no planejamento das equipes. A CBF aprovou uma redução gradual no número de estrangeiros permitidos e, consequentemente, atletas que construíram uma longa trajetória no país podem buscar a naturalização como alternativa para liberar vagas nos elencos.