Lucas Paquetá no Flamengo: Talento isolado em um time sem padrão tático

Redação

fevereiro 11, 2026

A contratação de Lucas Paquetá elevou as expectativas da torcida rubro-negra para níveis estratosféricos neste início de temporada. Contudo, a realidade de ter Lucas Paquetá no Flamengo: talento isolado em um time sem padrão tático tem se mostrado diferente do sonho idealizado nas redes sociais. O início da jornada expõe dificuldades coletivas que preocupam a Nação.

Primeiramente, é preciso analisar os números frios deixados pelas últimas partidas. O Flamengo acumula duas vitórias em quatro jogos recentes. Por outro lado, o desempenho em campo conta uma história bem menos favorável do que a tabela sugere. A equipe vence, mas não convence.

Além disso, o Rubro-Negro sofre contra adversários tecnicamente mais fracos. A defesa mostra insegurança em momentos cruciais e o ataque, por sua vez, depende de lampejos. Nesse cenário de incertezas, a maior contratação do ano ainda busca seu espaço e sua melhor função dentro das quatro linhas.

O Flamengo ainda não encontrou o jeito do craque jogar

O maior problema reside, inegavelmente, na montagem do meio-campo. Atualmente, a comissão técnica ainda não encontrou o jeito do craque jogar. Paquetá aparece ora muito recuado, buscando a bola nos pés dos zagueiros, ora isolado no ataque, esperando um passe que raramente chega com qualidade.

Consequentemente, o camisa 20 toca pouco na bola nas zonas de perigo real. O time precisa facilitar a vida do seu melhor jogador, e não o contrário. Em vez de ditar o ritmo da partida, Paquetá acaba correndo errado para cobrir buracos deixados por um sistema defensivo frágil.

De fato, a ausência de uma função definida prejudica o coletivo. Sem uma estrutura tática sólida, os jogadores dependem excessivamente de jogadas individuais para resolver os problemas. Portanto, o futebol apresentado permanece burocrático e previsível diante de defesas bem postadas.

A torcida, com razão, cobra uma postura mais agressiva e organizada. Afinal, o investimento foi alto e o retorno técnico precisa ser imediato. O treinador tem a missão de encaixar as peças, mas o relógio joga contra.

Consequências de quem ainda não encontrou o jeito do craque jogar

Para que o cenário mude, ajustes táticos são urgentes e inadiáveis. O Flamengo ainda não encontrou o jeito do craque jogar, mas o potencial de crescimento existe. O treinador deve testar novas formações nos treinamentos ao longo da semana.

Talvez, aproximar Paquetá dos atacantes seja a solução ideal. Assim, ele poderá usar sua criatividade e finalização perto do gol adversário. Outra opção seria dar liberdade total de flutuação, eximindo-o de obrigações defensivas excessivas que desgastam o atleta.

Enquanto a solução não aparece, o time oscila. O Flamengo acumula duas vitórias em quatro jogos, mas o futebol convincente continua ausente. A impaciência cresce na arquibancada a cada passe errado ou ligação direta sem propósito.

Em suma, o talento de Lucas Paquetá é indiscutível e raro no futebol brasileiro. Todavia, talento sozinho não ganha campeonatos disputados. O Flamengo precisa organizar a casa para que o reforço brilhe intensamente. A temporada é longa, mas a paciência da torcida é curta. Resta saber se o encaixe virá a tempo das decisões importantes.