O empresário americano John Textor voltou ao centro das discussões políticas do Botafogo ao revelar uma proposta chamada “SAF/Social 2.0”. A ideia, segundo ele, busca reconstruir a relação entre a SAF e o clube associativo após meses de desgaste interno. Além disso, o dirigente afirmou acreditar que “conquistou o direito de estar aqui permanentemente”.
A proposta foi enviada por e-mail no último sábado para integrantes importantes da estrutura política do clube. Entre os destinatários estavam João Paulo Magalhães Lins, João Paulo Menna Barreto e o COO da SAF, Danilo Caixeiro. Enquanto isso, Textor tenta recuperar espaço político depois de ter sido afastado do comando da SAF no fim de abril.
Reconstrução do Botafogo
Durante entrevista ao Canal do Anderson Motta, John Textor afirmou que a distância entre a SAF e o clube social aumentou ao longo dos últimos meses. Segundo ele, o foco na organização da empresa, no futebol e na estrutura multi-clubes acabou enfraquecendo a conexão institucional que existia no início da parceria.
O dirigente reconheceu o desgaste recente. No entanto, afirmou que deseja retomar uma convivência mais próxima com o clube social. Por isso, apresentou a proposta batizada de “SAF/Social 2.0”.
“Mais transparência, melhores resultados econômicos e, acima de tudo, mais diversão.” A frase foi usada por Textor ao explicar o novo projeto. “Mais transparência, melhores resultados econômicos e, acima de tudo, mais diversão.” O empresário repetiu a ideia ao defender mudanças estruturais dentro da SAF.
Além disso, o americano declarou que recebeu uma reação positiva inicial. Ainda assim, aguarda respostas formais do clube social para discutir ajustes na proposta. Segundo Textor, o plano não é definitivo e pode sofrer alterações ao longo das conversas.

SAF/Social 2.0 busca reconstruir relação no Botafogo
O primeiro ponto do projeto envolve um investimento de US$ 25 milhões, valor próximo de R$ 122 milhões na cotação atual. De acordo com Textor, o aporte aconteceria dentro do ambiente da recuperação judicial. Entretanto, o empresário não explicou qual seria a origem do dinheiro nem apresentou detalhes sobre possíveis contrapartidas financeiras.
Ao mesmo tempo, Textor pediu ao clube social que não realize acordos com o Olympique Lyonnais por valores inferiores a US$ 35 milhões. O dirigente também afirmou que as disputas jurídicas envolvendo a Eagle Football, Michelle Kang e representantes ligados ao Lyon devem continuar.
A proposta ainda prevê mudanças administrativas importantes. Entre elas aparece a quitação de dívidas da SAF com o clube social, incluindo honorários advocatícios ligados à disputa societária. Além disso, o projeto sugere uma divisão de receitas oriundas de processos judiciais envolvendo o clube.
Outro ponto importante envolve maior acesso do Conselho Fiscal aos ambientes internos da SAF. Segundo o plano, representantes do associativo teriam presença mais ativa nas decisões administrativas e financeiras. Dessa forma, o clube social ganharia mais participação dentro da estrutura atual.

Novo comitê e participação de torcedores entram no projeto
John Textor também propôs a criação de um novo Comitê de Futebol. A ideia prevê maioria formada por integrantes do departamento de futebol e três representantes do clube social. Entre eles estariam o presidente do clube, um membro do Conselho Fiscal e outro indicado pelo Conselho Deliberativo.
Além disso, a proposta abre possibilidade para participação de integrantes do programa Camisa 7 e até representantes de torcidas organizadas em reuniões trimestrais. Embora o modelo ainda não esteja definido, Textor afirmou que pretende ampliar o diálogo entre gestão e torcida.
O projeto também prevê controle do clube social sobre bustos e homenagens no estádio Nilton Santos. Da mesma forma, o associativo teria direito a distribuição de ingressos para partidas e shows realizados no local.
Por fim, a proposta sugere aumentar a participação do clube social de 10% para 20% dentro da SAF. Segundo Textor, os novos 10% poderiam ser vendidos futuramente como fonte de receita para o associativo. O plano ainda menciona restrições no modelo multi-clubes e a possibilidade de abertura de capital durante a Copa do Mundo.

