Na manhã desta segunda-feira, a Justiça do Rio de Janeiro anulou a decisão de John Textor, divulgada em 17 de junho, na qual aprovou créditos do Botafogo para uma transferência a uma SAF nas Ilhas Cayman.
De acordo com o Jornal O Globo, no entanto, mesmo com a negativa, que também cancela o empréstimo de R$ 650 milhões, o americano continua no comando do Botafogo – pelo menos até que seja realizada uma nova análise do processo com a Eagle Football.
Ressalvas na decisão da Justiça
Desse modo, a decisão do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima prevê a análise do processo pela Câmara Arbitral da FGV. Não há data prevista ainda. Até lá, Textor segue no controle do Alvinegro.
Porém, há ressalvas. Pela decisão, o empresário não pode realizar novos atos societários do Botafogo sem a presença de um representante da Eagle. O diretor independente da empresa até a última semana era Christopher Mallon, mas o advogado pediu demissão e será substituído nos próximos dias.
Assim, ficou decisido:
- “(…) a. a suspensão dos efeitos dos da AGE de 17.7.2025 e da RCA de 17.7.2025 e de todos os seus atos subsequentes até a reanálise da medida pelo competente Tribunal Arbitral, com expedição de ofício à JUCERJA para cumprimento e registro da decisão;
- b. a proibição de realização de novos atos societários pelo Botafogo sem a devida representação da Eagle Bidco, na pessoa do Sr. Christopher Mallon ou de procurador por ele regularmente constituído, até a reanálise da medida pelo competente Tribunal Arbitral;
- c. a proibição de emissão e o registro de quaisquer novas ações pelo Botafogo até a reanálise da medida pelo competente Tribunal Arbitral; e
- d. a proibição de contratação, pelo Botafogo, de forma direta ou indireta, com quaisquer empresas de John Charles Textor ou de pessoas, físicas ou jurídicas, a ele relacionadas, até a reanálise da medida pelo competente Tribunal Arbitral(…)”.
Composição amigável entre as partes
O juiz registrou que há “possível composição amigável entre as partes e pronta solução do conflito”. Textor já havia afirmado que não iria mais enviar os ativos do Botafogo para a SAF nas Ilhas Cayman. Por outro lado, o executivo não permitiu que o diretor escolhido pela Eagle tivesse acesso a finanças detalhadas do clube.

