Há 28 anos, o Vasco conquistava a América e transformava o ano de seu centenário em uma temporada eterna. Em 1998, o clube carioca levantou a Copa Libertadores e colocou seu nome novamente no topo do continente.
A conquista teve ainda mais significado porque aconteceu justamente quando o Vasco completava 100 anos. Além disso, aquela equipe comandada por Antônio Lopes reuniu experiência, talento e poder de decisão para superar uma campanha cheia de obstáculos.
O caminho, porém, esteve longe de ser simples. Desde a primeira fase até as finais contra o Barcelona de Guayaquil, o Vasco precisou enfrentar adversários tradicionais e momentos de enorme pressão.

Há 28 anos, o Vasco conquistava a América em uma campanha histórica
A trajetória começou na fase de grupos. O Vasco dividiu a chave com Grêmio, Chivas Guadalajara e América do México. Assim, antes mesmo dos confrontos eliminatórios, o time já encontrou rivais capazes de testar o elenco.
A estreia aconteceu contra o Grêmio, em Porto Alegre. O clube gaúcho venceu por 1 a 0. Portanto, o Vasco iniciou sua caminhada continental com uma derrota.
Na sequência, a delegação seguiu para o México. Primeiro, o Vasco empatou por 1 a 1 com o Chivas Guadalajara. Depois, conseguiu outro empate pelo mesmo placar diante do América.
Dessa forma, a equipe ainda buscava sua primeira vitória na competição. Entretanto, quando voltou para São Januário, o cenário mudou.
O Vasco derrotou o Grêmio por 3 a 0. Logo depois, venceu o Chivas por 2 a 0. Por fim, empatou por 1 a 1 com o América e confirmou sua classificação.
A partir daquele momento, cada partida ganhou peso de decisão. Afinal, não existia mais margem para recuperação em uma fase de grupos.

Cruzeiro aparece no caminho do Vasco
Nas oitavas de final, o Vasco encontrou um adversário brasileiro. E não era qualquer adversário: o Cruzeiro defendia o título continental conquistado em 1997.
Mesmo assim, o time de Antônio Lopes mostrou força. No primeiro confronto, venceu por 2 a 1. Em seguida, segurou o empate por 0 a 0 e garantiu a classificação.
A vaga representou um passo importante. Além de eliminar o então campeão, o Vasco ganhou confiança para encarar os desafios seguintes.
Grêmio vira novamente adversário
Nas quartas de final, o destino colocou o Grêmio novamente diante dos cariocas. Dessa vez, porém, uma vaga na semifinal estava em disputa.
O primeiro encontro terminou empatado por 1 a 1 em Porto Alegre. Consequentemente, a decisão ficou para São Januário.
Em casa, o Vasco venceu por 1 a 0. Com isso, avançou e ficou a apenas um confronto da decisão da Libertadores.
A campanha ganhava força. Ao mesmo tempo, a possibilidade de conquistar a América justamente no centenário começava a ficar cada vez mais próxima.
Há 28 anos, o Vasco conquistava a América após uma semifinal inesquecível
O River Plate surgiu na semifinal. O gigante argentino representava um dos maiores desafios da campanha, mas o Vasco conseguiu construir uma vantagem importante no Rio de Janeiro.
Em São Januário, venceu por 1 a 0. Entretanto, ainda precisava sobreviver ao jogo de volta no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.
Na Argentina, o River abriu o placar. Com aquele resultado, o confronto caminhava para uma definição dramática.
Então apareceu Juninho Pernambucano.
O meio-campista cobrou uma falta de longa distância e marcou um dos gols mais emblemáticos da história vascaína. A bola entrou, o Vasco empatou por 1 a 1 e conquistou a classificação.
Por isso, aquela cobrança atravessou gerações. Até hoje, o gol de Juninho ocupa um espaço especial na memória dos torcedores.
Há 28 anos, o Vasco conquistava a América, mas antes precisou sobreviver a uma das noites mais tensas daquela Libertadores.
A classificação também abriu definitivamente o caminho para o sonho continental. Restavam somente dois jogos.
Barcelona de Guayaquil era o último obstáculo
Na decisão, o adversário foi o Barcelona de Guayaquil, do Equador. O primeiro confronto aconteceu em São Januário, diante de mais de 36 mil torcedores.
O Vasco começou a final impondo sua força. Donizete marcou um dos gols, enquanto Luizão também balançou a rede.
Assim, o time venceu por 2 a 0 e construiu uma vantagem importante antes da viagem ao Equador. Contudo, ninguém tratava o título como garantido.
Ainda faltavam 90 minutos no Estádio Monumental de Guayaquil. Portanto, Antônio Lopes e seus jogadores precisavam completar o trabalho longe do Rio de Janeiro.
Luizão e Donizete decidem novamente
Em 26 de agosto de 1998, Vasco e Barcelona voltaram a se enfrentar. Mesmo com a vantagem conquistada no primeiro jogo, a equipe brasileira não entrou apenas para defender o resultado.
Luizão abriu o placar. Depois, Donizete marcou o segundo gol vascaíno.
O Barcelona ainda conseguiu descontar. Porém, a reação equatoriana não foi suficiente.
O Vasco venceu por 2 a 1. Dessa maneira, terminou a decisão com duas vitórias e um placar agregado de 4 a 1.
O apito final confirmou o que aquela geração buscava desde o início da temporada: o Vasco da Gama era campeão da Copa Libertadores da América de 1998.

Uma geração eternizada no centenário
Antônio Lopes comandou um elenco que entrou definitivamente para a história do clube. Carlos Germano, Mauro Galvão, Felipe, Juninho Pernambucano, Ramon, Donizete e Luizão estão entre os personagens daquela conquista.
Além deles, todo o grupo teve participação em uma campanha marcada pela superação. Afinal, o Vasco começou a Libertadores com derrota e precisou crescer ao longo do torneio.
Donizete e Luizão tiveram papel especialmente importante no ataque. Além de contribuírem durante a competição, os dois marcaram nos jogos decisivos contra o Barcelona.
Juninho, por sua vez, protagonizou o momento que simbolizou a semifinal. Sua cobrança de falta diante do River Plate permanece ligada diretamente àquela caminhada.
Há 28 anos, o Vasco conquistava a América e transformava seu centenário em uma celebração continental.
Não poderia haver cenário mais simbólico. O clube fundado em 1898 chegou aos 100 anos levantando o principal troféu da América do Sul.
26 de agosto de 1998 ficou para sempre
A Libertadores de 1998 não representa somente mais uma taça na galeria vascaína. Ela reúne personagens, partidas e imagens que permanecem presentes na memória de diferentes gerações.
Primeiro veio uma fase de grupos complicada. Depois apareceram Cruzeiro e Grêmio. Na sequência, o River Plate e o Monumental proporcionaram uma das noites mais marcantes da campanha.
Finalmente, o Barcelona de Guayaquil apareceu entre o Vasco e a taça. O time carioca, entretanto, venceu tanto no Brasil quanto no Equador.
Por isso, 26 de agosto de 1998 ocupa um lugar especial na história do Gigante da Colina.
Naquela noite, o Vasco não apenas venceu uma partida por 2 a 1. O clube encerrou uma caminhada continental, levantou a Libertadores e colocou uma conquista inesquecível no coração de seu centenário.
