Gérson quase virou desfalque do Brasil antes da Copa de 1970

Redação

maio 26, 2026

A poucos dias da disputa da Copa do Mundo FIFA de 1970, a seleção brasileira levou um enorme susto envolvendo um dos principais nomes daquele elenco histórico. Gérson, conhecido eternamente como Canhotinha de Ouro, sofreu um estiramento na coxa direita e quase ficou fora do Mundial no México.

Na época, o problema era chamado de “distensão”. Mesmo assim, a lesão preocupou bastante a comissão técnica brasileira. Afinal, Gérson era o cérebro daquele meio-campo e comandava o ritmo da equipe dentro de campo.

Além disso, o camisa 8 vivia grande fase antes do torneio. Por isso, qualquer possibilidade de corte aumentava a tensão entre jogadores, dirigentes e torcedores. O medo de perder o maestro cresceu rapidamente nos bastidores da seleção.

Gérson quase virou desfalque do Brasil antes da Copa de 1970

Enquanto a preparação brasileira seguia para a Copa, Gérson intensificou o tratamento para conseguir disputar o torneio. Naquele momento, médicos acompanhavam diariamente a recuperação do jogador. Ainda assim, existia receio de que o meia não conseguisse atingir boas condições físicas antes da estreia.

Entretanto, o craque respondeu da melhor maneira possível. Pouco depois, voltou aos treinamentos e mostrou que continuava sendo peça fundamental para o esquema brasileiro.

Quando a bola rolou no México, Gérson apresentou um futebol de altíssimo nível. Além disso, distribuiu lançamentos precisos, controlou partidas importantes e comandou o setor ofensivo da seleção com enorme personalidade.

O camisa 8 virou um dos grandes destaques da campanha brasileira. A cada jogo, o meia mostrava inteligência, técnica e liderança. Por consequência, sua importância aumentava ainda mais durante o torneio.

Na grande final contra a Itália, Gérson realizou uma atuação histórica. O meio-campista dominou o setor central, participou das principais jogadas ofensivas e ainda marcou um dos gols da vitória brasileira por 4 a 1.

A atuação entrou para sempre na memória dos torcedores. Afinal, poucos jogadores conseguiram controlar uma final de Copa do Mundo daquela maneira.

Gérson quase virou desfalque do Brasil antes da Copa de 1970

Imaginar aquela seleção sem Gérson parece praticamente impossível nos dias atuais. Isso porque o Canhotinha de Ouro foi responsável por organizar o time dentro de campo e conectar jogadores como Pelé, Jairzinho e Tostão.

Além disso, sua visão de jogo ajudou o Brasil a construir uma das campanhas mais marcantes da história das Copas. O meia ditava o ritmo das partidas e encontrava espaços que poucos jogadores conseguiam enxergar naquele período.

Com isso, a recuperação antes do Mundial acabou sendo decisiva para o tricampeonato brasileiro. Caso não tivesse condições de atuar, a história daquela seleção poderia ter sido completamente diferente.

Mesmo décadas depois, os lances de Gérson seguem encantando amantes do futebol. Seus passes longos, lançamentos precisos e controle de jogo continuam impressionando novas gerações.

Por isso, muitos torcedores consideram o camisa 8 um dos maiores meio-campistas da história do futebol brasileiro. E não faltam motivos para isso.