Meia morreu aos 22 anos e recebeu homenagem histórica no Maracanã, com mais de 150 mil pessoas e a participação de Pelé
Geraldo Assoviador morreu há 50 anos e deixou uma das histórias mais marcantes e dolorosas do Flamengo. Em 26 de agosto de 1976, Geraldo Cleofas Dias Alves faleceu aos 22 anos após complicações em uma cirurgia para retirada das amígdalas.
Na época, o meia despontava como uma das grandes promessas rubro-negras. Além disso, fazia parte da geração de Zico e já acumulava convocações para a Seleção Brasileira. Geraldo também aparecia como um jogador com potencial para disputar a Copa do Mundo de 1978.
A morte precoce, portanto, interrompeu uma carreira em ascensão e provocou forte comoção no Flamengo. Meio século depois, o Jornal dos Sports relembra, por meio de suas capas históricas, a trajetória e as homenagens ao jogador que ficou conhecido como Geraldo Assoviador.

Flamengo entrou de luto após a morte de Geraldo
O impacto da morte de Geraldo ficou evidente já na primeira partida do Flamengo sem o jogador. Diante do ABC, pelo Campeonato Brasileiro, o clube utilizou novamente calções negros como demonstração de luto.
A escolha tinha um significado especial. Afinal, o Flamengo não recorria à peça dessa forma desde 1955. Dessa maneira, o preto retornou ao uniforme para representar a tristeza pela perda de um atleta que integrava uma geração jovem e promissora do clube.
Além da homenagem dentro de campo, a tragédia aproximou ainda mais os jogadores. Nesse contexto, Zico assumiu um papel importante na mobilização para prestar uma grande homenagem ao companheiro.

Pelé participou de homenagem a Geraldo no Maracanã
Posteriormente, a homenagem ganhou proporções históricas. Flamengo e Seleção Brasileira disputaram uma partida beneficente no Maracanã com o objetivo de arrecadar recursos para a família de Geraldo.
Mais de 150 mil pessoas compareceram ao estádio para homenagear o jovem jogador. Além da enorme presença da torcida, o encontro contou com Pelé, que voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira para participar da despedida.
Zico, por sua vez, esteve entre os principais responsáveis pela organização da partida. Dentro de campo, o camisa 10 também se destacou e terminou como o melhor jogador daquele encontro.
Assim, o evento transformou a dor pela morte precoce de Geraldo em uma das grandes manifestações de carinho da história do futebol brasileiro.

Capas do Jornal dos Sports preservam memória de Geraldo
Cinquenta anos depois, a história de Geraldo continua ligada à memória do Flamengo e de seus torcedores.
Nesse sentido, as capas históricas do Jornal dos Sports ajudam a preservar os registros daquele período. As páginas mostram como o futebol carioca acompanhou a trajetória do jogador, sua morte e as homenagens posteriores.
Embora tenha encerrado sua trajetória muito cedo, Geraldo deixou seu nome na história rubro-negra. O “Geraldo Assoviador”, portanto, permanece como um personagem marcante de uma geração do Flamengo.
Agora, meio século após sua morte, as páginas do Jornal dos Sports ajudam a contar novamente a história de um talento que partiu aos 22 anos e permanece na memória do clube.
