O cenário jurídico esportivo trouxe uma novidade marcante nesta semana. Fluminense perde ação contra fundador da grife Reserva por fala sobre pó de arroz, encerrando uma longa disputa nos tribunais. Primeiramente, o caso começou em 2023. Naquela época, o clube carioca exigia uma indenização financeira por danos morais.
Consequentemente, o alvo do processo era o empresário Rony Meisler. Ele é torcedor declarado do Vasco da Gama. Além disso, o executivo fez comentários polêmicos sobre a história tricolor durante uma discussão sobre estádios.
A origem da polêmica fala sobre pó de arroz
Durante um debate acalorado sobre o uso do Maracanã, Rony Meisler expressou sua opinião. Por isso, ele comparou os públicos de Vasco e Fluminense no complexo esportivo. Segundo o empresário, o Cruzmaltino atraiu 60 mil pessoas no domingo.
Por outro lado, o rival reuniu apenas 38 mil torcedores no sábado. Imediatamente, ele usou esse argumento para defender que o Vasco precisa mais do estádio. Ademais, sugeriu que o Tricolor deveria mandar seus jogos nas Laranjeiras.
Nesse exato contexto, ele emitiu a polêmica fala sobre pó de arroz. O vascaíno afirmou que, há menos de um século, o clube mandava pessoas pretas passarem o produto no rosto para jogar futebol. Certamente, a declaração gerou forte revolta imediata na diretoria tricolor.
A batalha financeira nos tribunais
Como resultado, o Fluminense buscou a Justiça rapidamente. O departamento jurídico processou o executivo. Logo, os advogados pediram uma compensação rigorosa por danos morais à instituição.
No início da disputa, o clube obteve sucesso. O juiz de primeira instância concordou com os argumentos do time carioca. No entanto, o cenário jurídico mudou de forma drástica pouco tempo depois.
O empresário não aceitou a decisão inicial e agiu rápido. Portanto, a defesa de Rony Meisler recorreu da sentença. Em seguida, os advogados dele conseguiram reverter a condenação completamente na segunda instância.
Consequências da fala sobre pó de arroz no STJ
A diretoria do Fluminense não desistiu do processo. Desse modo, os representantes do clube levaram o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Contudo, a estratégia jurídica falhou de maneira definitiva em Brasília.
Os ministros do STJ analisaram a situação detalhadamente. Em conclusão, os magistrados concordaram com o empresário vascaíno por unanimidade. Ou seja, nenhum juiz da corte votou a favor do clube carioca.
Assim, o tribunal encerrou esta disputa. Os ministros avaliaram que a fala sobre pó de arroz não justificava o pagamento de indenização por danos morais neste contexto específico. Acima de tudo, a decisão estabelece um precedente importante para disputas verbais entre torcedores.
O debate histórico e a rivalidade atual
Inegavelmente, a história do futebol carioca possui capítulos complexos. Inicialmente, poucos praticavam o esporte de forma profissional no país. Com o passar do tempo, as classes populares conquistaram seu merecido espaço nos gramados.
Nesse ínterim, diversas lendas surgiram sobre os clubes tradicionais. Historiadores debatem o mito do pó no rosto há várias décadas. Entretanto, o clube tricolor sempre apresenta sua versão oficial, justificando o uso do produto por razões dermatológicas do jogador Carlos Alberto.
Por fim, o encerramento deste processo traz um alívio para o executivo da grife. Enquanto isso, o Fluminense foca nas suas próximas batalhas esportivas. Definitivamente, a rivalidade entre as instituições continuará rendendo intensos debates fora de campo.

