O Flamengo propõe mudanças no fair play financeiro e apresentou uma série de sugestões à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O objetivo é fortalecer a fiscalização das regras financeiras. Além disso, o clube quer ampliar o controle sobre equipes que passam ou passaram recentemente por recuperação judicial, como Vasco e Botafogo.

Flamengo propõe mudanças no fair play financeiro
O primeiro pedido estabelece um marco temporal mais claro. O Flamengo defende que apenas o protocolo da Recuperação Judicial principal marque o início das restrições previstas no regulamento. Assim, o clube busca impedir interpretações que, segundo sua avaliação, criam brechas para adiar a aplicação das regras.
Além disso, o Rubro-Negro propõe uma mudança no registro de atletas. A diretoria quer que a fiscalização da folha salarial e dos investimentos aconteça antes da publicação no BID. Dessa maneira, a CBF impediria registros que desrespeitem os limites financeiros.
O Flamengo propõe mudanças no fair play financeiro para fortalecer a fiscalização do futebol brasileiro.
Outro ponto trata do combate à maquiagem de gastos. O clube solicita que a ANRESF analise as contas de clubes e SAFs entre 90 e 180 dias antes da recuperação judicial. Com isso, a agência poderá identificar aumentos artificiais na folha salarial antes do pedido de proteção judicial.

Flamengo propõe mudanças no fair play financeiro
O Flamengo também pede punições mais rápidas. A diretoria entende que a perda de pontos deve ocorrer na mesma temporada em que a infração for identificada. Dessa forma, o campeonato preservaria o equilíbrio esportivo.
Além disso, o clube recomenda a responsabilização dos gestores que descumprirem o regulamento. Na visão rubro-negra, essa medida aumenta a credibilidade do sistema e fortalece o fair play financeiro.
O Flamengo propõe mudanças no fair play financeiro para fortalecer a fiscalização do futebol brasileiro.
Por fim, o Flamengo solicita uma atuação mais ativa da ANRESF nos processos de recuperação judicial. O clube defende que a agência participe como amicus curiae. Assim, ela poderá representar os interesses do futebol brasileiro. A diretoria também pede uma coordenação mais próxima entre ANRESF, CBF e FIFA. O objetivo é analisar os impactos da retirada de transfer bans antes da liberação de novas contratações. Dessa maneira, o clube acredita que o futebol brasileiro ganhará mais segurança financeira e maior estabilidade no longo prazo.
