Por Pedro Chiaverini
Óbvio que nós, de fora, não sabemos 90% do que acontece num clube de futebol, ainda mais do tamanho do Flamengo. Mas o que estão fazendo com Filipe Luís é uma tremenda injustiça. As críticas da torcida e a possível fritura por parte da diretoria rubro-negra são completamente absurdas.
Estamos em fevereiro! O ano mal começou e já tem gente, acredite!, pedindo a demissão do técnico que ganhou cinco títulos em pouco mais de um ano e tem números superiores ao de Jorge Jesus, que, para muitos, inventou o futebol do Flamengo.
Filipe beira os 70% de aproveitamento e conquistou Libertadores, Brasileiro, Supercopa Rei e Carioca, só em 2025, além da Copa do Brasil, em 2024.
Agora, por causa de um início de ano ruim ele não serve mais?
Que loucura é essa que vivemos no futebol brasileiro!?
No outro dia, Abel era criticado no Palmeiras.
Um ídolo desse tamanho, um técnico competente e vitorioso sendo descartado por causa de picuinha da torcida, que prefere A no lugar de B.
Parece que alguns rubro-negros estão com saudade de quando o clube tinha um técnico a cada 90 dias e pagava rescisão de contrato a cinco profissionais ao mesmo tempo, o que fez o clube quase falir.
Independentemente de questão financeira, não faz sentido algum a saída dele.
Filipe lê o jogo como poucos, é jovem, ofensivo, gosta de posse de bola e tem mercado absurdo na Europa.
“Ah, ele é teimoso, cisma com Plata, Royal e Lino.”
Meu amigo, qual treinador não é teimoso?
E outra, se eles foram contratados, têm que ser usados mesmo!
Ou a responsabilidade pela chegada dos criticados é 100% do Filipe?
O clube não tem scout e departamento de futebol profissional?
Só vão valorizá-lo quando perdê-lo?
Ninguém fica 100 jogos no Flamengo sendo maios ou menos!
Filipe é bom pra c…!
O único “defeito” dele nesse mundo boleiro paternalista é não passar a mão na cabeça dos jogadores, não ser o tiozão do churrasco e o melhor amigo deles.
Filipe foi moldado pelo Velho Mundo.
Jogador não precisa de motivação extra para dar a vida pelo Flamengo, além do salário milionário.
Mas, no Brasil, é assim: jogador mimado, torcida impaciente e diretoria sempre escaldada.

