O episódio aconteceu no dia 10 de abril, durante o confronto entre Brasil e Argentina pelo Sul-Americano Sub-17. A partida já tinha clima de rivalidade, porém ganhou contornos ainda mais graves no segundo tempo.
Por volta dos 21 minutos da etapa final, Eduardo Conceição e outros jogadores brasileiros reclamaram com o árbitro David Ojeda, do Paraguai. Segundo os atletas, o defensor argentino Benítez teria feito um gesto imitando um macaco em direção aos brasileiros.

A denúncia, contudo, não gerou a reação esperada dentro de campo. O árbitro não interrompeu a partida. Além disso, ele não acionou o protocolo antirracista da Conmebol.
Essa decisão causou revolta imediata entre os jogadores da Seleção Brasileira. Afinal, o protocolo existe justamente para casos de discriminação racial durante partidas oficiais.
Mesmo diante das reclamações, o jogo seguiu normalmente. Assim, os atletas brasileiros continuaram em campo sem que a denúncia recebesse tratamento adequado naquele momento.
Protesto de Eduardo Conceição marcou a reta final da partida
Aos 43 minutos do segundo tempo, Eduardo Conceição marcou o terceiro gol do Brasil. Logo depois, o atacante protestou contra a arbitragem. O gesto foi uma resposta à forma como a denúncia de racismo havia sido ignorada durante a partida.
O protesto, entretanto, acabou gerando consequências para o jogador. Posteriormente, o caso chegou às entidades responsáveis pela competição. Depois disso, a punição ao atleta brasileiro foi confirmada.
O episódio rapidamente ganhou repercussão entre torcedores, jornalistas e dirigentes. Além disso, levantou questionamentos sobre a eficácia dos protocolos criados para combater o racismo no futebol sul-americano.
Muitos especialistas apontaram que a falta de ação da arbitragem contribuiu para ampliar a polêmica. Portanto, o caso passou a ser discutido não apenas pelo aspecto disciplinar, mas também pela condução da partida.

