Nesta última segunda-feira (12), o presidente Ednaldo Rodrigues anunciou a contratação do técnico Carlo Ancelotti para comandar a Seleção Brasileira. A CBF se apressou para que a oficialização do acerto saísse rápido, já que o mandatário se encontra em meio à batalha judicial para se manter no cargo.
Desse modo, Ednaldo enfrenta três processos que podem mudar sua situação na CBF: no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no Supremo Tribunal Federal e no Conselho de Ética da própria confederação.
Audiência contra Ednaldo cancelada pelo TJ-RJ
O desembargador Gabriel Zéfiro cancelou, nesta última segunda-feira (12), a audiência que ouviria Coronel Nunes no Tribunal de Justiça do Rio. A sessão era para verificar a veracidade da assinatura do ex-presidente da CBF em acordo que manteve Ednaldo no cargo no início deste ano.
Lembrando que Ednaldo foi afastado do cargo em 2023, após os desembargadores terem considerado irregular a assinatura do TAC. Assim, o caso seguiu para o STF. Quase um mês depois, por decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, o mandatário voltou à presidência da confederação, mas corre risco de novo afastamento.
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Julgamento no STF e denúncias na Comissão de Ética
Ednaldo também corre risco no STF. Luís Roberto Barroso, presidente do tribunal, marcou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade para o dia 28 de maio, quando o plenário da corte se posicionará sobre a decisão monocrática de Gilmar Mendes. O processo discute aspectos da Lei Pelé e da Lei Geral do Esporte.
No fim da última semana, a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, criada pela CBF, aceitou duas denúncias e abriu investigação contra Ednaldo Rodrigues.
A denúncia partiu da deputada federal Daniela Carneiro, que trata de possível falsificação da assinatura do Coronel Nunes em acordo no início deste ano. Lembrando que o acordo permitiu o pleito que há pouco mais de um mês manteve Ednaldo na presidência da confederação.

