Davide destaca problema na gestão de frustração do Botafogo

Redação

setembro 29, 2025

O Botafogo perdeu a invencibilidade contra o Fluminense após nove jogos neste último domingo, no Maracanã. Após a partida, o técnico Davide Ancelotti destacou um problema do elenco para gerir frustrações durante os 90 minutos.

“É um time que tem muita dificuldade, somos conscientes das dificuldades que temos. E temos problemas na gestão da frustração. No último jogo, contra o Grêmio, tivemos uma decisão de arbitragem contra, mas não podemos destinar para isso nossa frustração. E hoje também, começamos a ser contundentes nos duelos quando o jogo acabou. Temos que começar antes”, destacou o técnico.

“Além disso, temos que ter mais continuidade, mais focados no jogo. É verdade que está sendo difícil manter essa continuidade. Temos momentos em que jogamos com mais confiança e mais energia. E momentos onde não temos essa confiança e essa energia. Temos que continuar trabalhando para melhorar, temos um jogo agora muito importante para nossos objetivos na quarta-feira”, disse Davide.

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Jogo equilibrado até o primeiro gol

Na opinião de Davide, o clássico estava equilibrado até o primeiro gol do Fluminense, marcado por Cano. Após o tricolor abrir o placar, o técnico destacou a falta de confiança do elenco em duelos.

“Um jogo equilibrado até o primeiro gol. Depois, o Fluminense fez um gol onde defendemos muito mal, perdemos confiança no jogo, como já aconteceu. Não somos fortes nos duelos, tivemos controle na segunda etapa sem perigo, e um segundo gol onde falta um pouco de contundência nos duelos”, disse Davide.

Mudanças na equipe

Para a partida contra o Fluminense, o Botafogo teve mudanças no setor ofensivo, com Cuiabano atuando como ponta, pela esquerda, enquanto Marçal ocupou a lateral esquerda. Assim, Davide justificou a falta de sequência nos 11 iniciais com desfalques e suspensões.

“Tem mudado (o setor ofensivo) com frequência porque é difícil manter os 11 em todos os jogos no campeonato, sempre tem desfalque, sempre tem jogadores suspensos, lesões. Cabral fez um treino antes do Grêmio e jogou porque não tinha outra opção, o Mastriani também estava machucado. Ele jogou 90 minutos, estava muito cansado, o Ramos estava fresco”, explicou Davide, acrescentando:

“Precisávamos de um pouco mais de profundidade na transição, ele é um jogador que ataca mais o espaço. O Cabral é um jogador mais de apoio. E o Cuiabano é um jogador perigoso, o mais perigoso que temos agora na ponta-esquerda Precisávamos defender bem os corredores laterais porque eles têm jogadores rápidos, como Canobbio e Serna”, disse ele