Diretor de futebol questionou a expulsão de Barros e apontou possível pênalti em Spinelli; dirigente também pediu isenção na arbitragem do jogo de volta contra o Vitória.
O diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, criticou a arbitragem após a vitória por 1 a 0 sobre o Vitória, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. O dirigente afirmou que o clube foi “muito prejudicado” e questionou decisões tomadas durante a partida em São Januário.
Entre as principais reclamações estão a expulsão de Barros, ainda no primeiro tempo, e um possível pênalti em Spinelli. Além disso, Admar pediu uma reflexão aos responsáveis pela arbitragem da CBF antes da escala para partidas decisivas do Vasco.
— Fazer um pequeno comunicado sobre o árbitro que apitou aqui. Ele já tem um histórico de péssimas atuações ao longo da carreira e em jogos do Vasco. O lance da expulsão do Cauan (Barros) foi um erro grotesco. Há também uma falta do Spinelli na área, que seria um pênalti a favor do Vasco. E eu só peço reflexão por parte dos responsáveis da CBF pela arbitragem para que não escalem esse árbitro para jogos decisivos e importantes para o Vasco — declarou Admar Lopes.

Legenda: Admar Lopes, diretor executivo do Vasco da Gama.
Foto: CRVG
Admar Lopes diz que Vasco foi prejudicado
Apesar das reclamações, o Vasco conseguiu superar a expulsão e venceu por 1 a 0. Após a partida, Admar afirmou que o time conseguiu o resultado “contra tudo e contra todos”.
Além disso, o dirigente reforçou o pedido por “isenção” da arbitragem no confronto de volta, em Salvador.
A principal contestação do Vasco envolve a expulsão de Barros. O lance aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o volante foi pressionado por Renato Kayzer, errou na saída de bola e tocou com a mão para impedir o ataque.
Inicialmente, o jogo prosseguiu. No entanto, o árbitro de vídeo recomendou a revisão do lance. Três minutos depois, após analisar as imagens, o árbitro mostrou o cartão vermelho ao jogador do Vasco.
Os atletas do Vitória pediram a expulsão porque Barros era o último homem. Os vascaínos, por outro lado, argumentaram que a bola havia tocado anteriormente no braço de Kayzer. Ainda assim, a arbitragem considerou o lance normal antes da infração de Barros.

Legenda: Admar Lopes, diretor executivo do Vasco da Gama.
Foto: CRVG
Vasco também reclama de possível pênalti
A expulsão, porém, não foi a única decisão questionada. Admar Lopes também reclamou de um possível pênalti em Spinelli durante o primeiro tempo.
Segundo o diretor de futebol, houve uma falta sobre o jogador dentro da área. Por isso, o dirigente considerou que o Vasco deveria ter recebido uma penalidade máxima a seu favor.
As duas situações, portanto, concentraram as críticas do clube à atuação da arbitragem na partida.
Confusão com a arbitragem no intervalo
As reclamações começaram antes mesmo do fim do jogo. Durante o intervalo, Admar Lopes, Felipe e Bruno Lazaroni foram até o gramado para pressionar o árbitro enquanto a equipe de arbitragem seguia para o vestiário.
Os representantes do Vasco foram contidos por policiais responsáveis pela escolta. Posteriormente, também houve tumulto na região dos vestiários.
Durante a confusão, Polícia Militar e BEPE chegaram a apontar armas para funcionários do Vasco.
Mesmo diante do cenário, o Cruz-Maltino conseguiu vencer a partida por 1 a 0. Dessa forma, levou a vantagem para o confronto de volta das quartas de final da Copa do Brasil, em Salvador.
