A acusação feita por John Textor em 2024 ultrapassou as fronteiras do futebol brasileiro e ganhou repercussão internacional. Durante a Copa do Mundo de 2026, uma versão distorcida da história chegou aos Estados Unidos, influenciou o debate sobre a expulsão de Folarin Balogun e colocou o árbitro Raphael Claus no centro de uma nova polêmica. A acusação de Textor virou uma fake news internacional.
Segundo informações publicadas pelo New York Times, pessoas ligadas à U.S. Soccer levaram a narrativa a integrantes próximos do presidente Donald Trump. A partir disso, o chefe da Casa Branca entrou em contato com Gianni Infantino para pedir uma revisão da punição aplicada ao atacante norte-americano.

A acusação de Textor virou uma fake news internacional
Tudo começou após a expulsão de Balogun na partida entre Estados Unidos e Bósnia. Logo depois, perfis nas redes sociais e fóruns americanos passaram a afirmar que Raphael Claus havia sido investigado por manipulação de resultados no Brasil.
Entretanto, essa informação não corresponde aos fatos. Claus nunca foi investigado. Na CPI da Manipulação de Jogos, realizada pelo Senado em 2024, os parlamentares apenas convocaram o árbitro para prestar esclarecimentos como testemunha. Além disso, o depoimento sequer aconteceu porque a presença não era obrigatória.
Enquanto isso, a narrativa ganhou força. Em seguida, alguns veículos da imprensa americana reproduziram a versão incorreta. Consequentemente, a falsa informação alcançou dirigentes e pessoas influentes no futebol dos Estados Unidos.

A acusação de Textor virou uma fake news internacional
De acordo com o New York Times, Scott Goodwin, um dos principais doadores da U.S. Soccer, apresentou essa versão a autoridades próximas de Donald Trump. Depois disso, o presidente americano conversou diretamente com Gianni Infantino e pediu a revisão do cartão vermelho aplicado a Balogun.
Posteriormente, o comitê disciplinar da FIFA suspendeu cautelarmente a punição e liberou o atacante para enfrentar a Bélgica. A decisão aumentou o debate sobre a independência dos órgãos responsáveis pelos julgamentos durante a Copa do Mundo.
Em comunicado oficial, Gianni Infantino confirmou a conversa com Donald Trump. No entanto, o presidente da FIFA afirmou que apenas explicou a existência de um processo jurídico conduzido pelos órgãos independentes da entidade. Além disso, reforçou que esse modelo garante autonomia às decisões disciplinares.
Mesmo assim, o episódio ampliou os questionamentos sobre a credibilidade do sistema disciplinar da FIFA. Ao mesmo tempo, também mostrou como uma informação falsa pode atravessar fronteiras, alcançar líderes políticos e produzir consequências concretas no maior torneio do futebol mundial. A acusação de Textor virou uma fake news internacional.
