Há exatos 36 anos, em 8 de junho de 1990, o planeta voltava suas atenções para a Itália. Naquela data, começava mais uma edição da Copa do Mundo, competição que reuniu algumas das maiores estrelas do futebol e marcou uma geração inteira de torcedores.
No Brasil, as bancas de jornal amanheceram com o tradicional papel cor-de-rosa do Jornal dos Sports. As manchetes destacavam a abertura do Mundial e mostravam o clima de expectativa que tomava conta dos amantes do esporte.
Hoje, três décadas e meia depois, essas páginas continuam sendo documentos históricos. Além disso, ajudam a entender como o futebol era vivido antes da era digital.

Brasileiros apoiando Maradona?
A capa daquela edição trazia como principal destaque a estreia da Argentina diante de Camarões. Afinal, os argentinos chegavam ao torneio como os atuais campeões do mundo e contavam com o protagonismo de Diego Maradona.
Ao mesmo tempo, a Seleção Brasileira também ganhava espaço nas páginas do jornal. Uma das imagens mais marcantes mostrava Bebeto durante um treinamento de finalizações na Itália, acompanhado pelos companheiros de equipe.
Além das notícias do Mundial, o jornal apresentava informações sobre outras modalidades esportivas. Ayrton Senna seguia como destaque no automobilismo, enquanto o tênis acompanhava as disputas de Roland Garros, que contavam com nomes como Steffi Graf e Monica Seles.
Outro elemento que chamava atenção era a presença do mascote oficial da competição, o famoso Ciao, símbolo que se tornou um dos mais lembrados da história das Copas do Mundo.

No mesmo 08 de junho
A contracapa mostrava um pouco mais dos bastidores da Seleção Brasileira em Asti. O ambiente retratava concentração, união e confiança para a disputa da competição.
Entre as manchetes, uma das que mais despertavam curiosidade envolvia Careca. O atacante afirmava que torceria por Maradona na estreia da Argentina, principalmente pela amizade construída durante o período em que ambos atuaram no Napoli.
Enquanto isso, outras reportagens destacavam o apoio familiar aos atletas e traziam análises táticas sobre o estilo de jogo predominante naquela época. Dessa forma, o jornal oferecia ao leitor uma cobertura completa dos acontecimentos do Mundial.
Os anúncios publicitários também ajudam a transportar o leitor para o início da década de 1990. Marcas como Kaiser, Anglo e Conservas Colombo ocupavam espaços importantes nas páginas e reforçavam a identidade daquele período.
Passados 36 anos, essas edições permanecem como verdadeiras relíquias. Mais do que simples jornais, elas representam um retrato fiel de uma época em que o futebol mobilizava multidões e transformava cada Copa do Mundo em um acontecimento global.
Folhear essas páginas atualmente é revisitar memórias, personagens e histórias que ajudaram a construir a rica tradição do futebol mundial. Por isso, o material segue despertando interesse entre colecionadores, pesquisadores e apaixonados pelo esporte.
Afinal, poucas competições conseguem reunir tanta emoção, expectativa e nostalgia quanto uma Copa do Mundo.

